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domingo, 14 de outubro de 2012

Carta aberta aos habitantes do Planeta Terra


Prezados moradores da Terra,

Chamo-me Nívia de Souza, sou brasileira e tenho dezesseis anos de idade. Percebi nos últimos quatro anos, um problema crescente nas sociedades deste planeta, ao qual denominamos de Terra. Muitas vezes ouvimos falar em amor, até dizemos saber o que é o amor, porém será que realmente sabemos? E se sabemos o que é, por que preferimos a tecnologia a este?

Segundo o dicionário Priberam de Língua Portuguesa, o amor é “sentimento que induz a aproximar, a proteger ou a conservar a pessoa pela qual se sente afeição ou atração; grande afeição ou afinidade forte por outra pessoa”. Esse conceito, contudo, encontra-se completamente distorcido em nossa sociedade, uma vez que já não sabe o que é proteger, aproximar-se ou conservar o ser pelo qual se tem um grande afeto, seja uma atração física ou uma afeição carinhosa.

Desde os primórdios da Humanidade, o amor vem permeando as relações humanas. Para mim, as transformações ocorreram devido a uma questão de mudança de hábitos, uma vez que o tempo no passado era muito mais valorizado e o poder de observação e conquista eram maiores. Hoje quase não se ouve falar em conquista sentimental, as pessoas se deixaram persuadir por ideais totalmente racionais. Tudo bem se necessitamos destes também, porém uma dose exacerbada leveda toda a massa.

Andando por Salvador, que é a minha cidade natal e atual, percebi que as pessoas se apegam facilmente a objetos. Karl Marx, por meio do marxismo histórico, já falava que somos racionais e ligados a objetos, a materiais. O que me deixa muito frustrada é: se podemos ter carne e osso dos nossos lados, por que então trocarmos tudo isso por plástico e ferro (tecnologia, celular, computador)? Seria então a falta de criatividade humana ou os pontos de descoberta sendo extintos assim como os dinossauros?! Se bem que, ninguém quer mais as coisas ao vivo, o amor torna-se uma palavra em meio a tantas outras, e nesse cotidiano ele perde o verdadeiro significado e a essência.

Muitos nessa manhã não acordaram porque estão mortos, e o que sentimos, o que pensamos quando sabemos disso? Simplesmente não pensamos mais nesse fato como algo surpreendente, pois ele já se tornou normal. Perdemos a aproximação com as pessoas. Passamos a julgar mais, a nos importar menos com a segurança do outro, com a realidade do outro, com o sentir do outro. Passamos a achar que tudo é normal. E o que me dizes do FaceBook?, Ownt, todo mundo tem amigos e os ama muito lá, mas será que é assim mesmo na realidade?! A resposta é não! Ninguém quer conservar verdadeiros amigos porque é muito mais fácil conseguir milhares de “amigos” que não sabem nem o nome de sua mãe.




Mas o que será que está acontecendo conosco? Verdadeiramente, a tecnologia vai vencer o amor?! É o fim do mundo! Acordem, precisamos sim da tecnologia que nos ajuda, mas precisamos amar mais, nos importar mais, conservar mais, viver mais ao vivo e a cores em carne e osso. Precisamos considerar o amor como uma virtude que todos temos, mas não sabemos bem administrar.

Queridos habitantes da Terra, saibam que não estamos sós. Estamos cercados e sendo bombardeados pelas nossas concepções e achismos que só fazem nos afundar num grande abismo, onde não há fé (aquilo que não se vê, mas sabe-se que existe), não há esperança (a última a morrer) e não há amor (o que precisamos).

A única solução então seria abandonarmos os fascínios individuais e nos apegarmos à coletividade. Claro que necessitamos das nossas particularidades, todavia necessitamos de pelo menos um amor para dividirmos o peso desta vida. E o que se faz com a tecnologia? Simples, continuará a ser aplicada para o desenvolvimento humano. Vamos deixar os sentimentos com os seres humanos!

E como diz um dos Apóstolos do Cristianismo em sua carta aos Coríntios: “Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine... nada seria”.

Nívia estuda Eletrotécnica no IFBA, campus Salvador.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Carta aberta aos políticos do estado da Bahia

Salvador, 22 de agosto de 2012.
 Prezado políticos do estado da Bahia,

 Venho por meio desta carta mostrar minha insatisfação e preocupação com a situação atual da capital baiana.
Quando elegemos um político, estamos lhe dando um voto de confiança e acreditando que ele irá atender pelo menos as necessidades básicas da população. No entanto, não é isso que vem ocorrendo.

A prioridade em todo o país deveria ser a educação, pois se prepararmos os jovens para o amanhã com um ensino de qualidade, consequentemente os índices de criminalidade e violência seriam reduzidos. Mas os senhores políticos parecem ignorar este fato. Acabamos de passar por uma greve de professores do ensino público que durou 115 dias e que poderia ter durado muito mais caso os professores persistissem na luta, já que as exigências inicialmente feitas não foram atendidas. E essa situação pareceu não abalar o nosso governador, que se recusava a aceitar o acordo.
 
 
Em contrapartida a toda essa situação caótica na educação, observamos o governo investir milhões para a Copa de 2014, com as obras da Fonte Nova sendo realizadas em tempo recorde. É vergonhoso um país ter dinheiro para tal evento, e não investir adequadamente na educação. Se tem dinheiro para Copa, tem que ter para educação!  
É hora de acordar, ainda dá tempo de mudar essa situação. Investir na educação hoje representa uma melhora significativa no nosso amanhã. Estamos às vésperas de mais uma eleição, e pedimos aos senhores que, por favor, passem a honrar aquilo que prometem em seus discursos. Não os transformem em apenas meras palavras bonitas!

Atenciosamente,
Povo consciente.
(P.S.: Os autores são estudantes de Eletrotécnica (IFBA), campus Salvador). 
Isaac Silva
Olga Calmon
Jonathan Matheus
 

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Carta aberta aos governantes do Brasil

Excelentíssimos senhores governantes,  

Eu me chamo Jéssica Leitão, sou estudante do Instituto federal da Bahia (IFBA), centro de referência na formação de profissionais técnicos. Estudei durante doze anos em uma escola da rede particular de Salvador, e hoje como estudante da rede federal de ensino pude perceber a real dificuldade que passam os milhares de alunos das escolas públicas da Bahia.
Conversando com meus pais sobre a educação no nosso estado fiquei realmente surpresa. Surpresa ao descobrir que há alguns anos as nossas escolas públicas eram sinônimos de ensino de qualidade. O que aconteceu com nosso ensino, senhores governantes? Por que nossa realidade mudou tanto?
Em um discurso da nossa Presidente Dilma, proferido no dia 10.02.2010, ela afirmou o seu compromisso com a educação, assinalando que seria a hora certa para o investimento na formação e remuneração de profissionais. Onde estão os investimentos? Onde está essa remuneração? É totalmente injusto um professor que passou anos estudando, gastando dinheiro em sua qualificação, receber um salário “de fome”, enquanto a União gasta aproximadamente R$ 250,24 milhões com aposentadorias e pensões de ex-parlamentares e seus dependentes.
Lembro-me ainda de uma parte do discurso da presidente Dilma: “– Nenhuma área pode unir melhor a sociedade que a Educação. Nenhuma ferramenta é mais decisiva do que ela para superarmos a pobreza e a miséria”.  Bonitas palavras, não? Sim, são lindas, e eu concordo com cada uma delas. A educação é a solução para muitos dos nossos milhares de problemas na Bahia e em outros estados brasileiros. Mas ela não recebe toda a atenção necessária.
Diferente das palavras presentes neste lindo discurso, a educação pública no nosso estado hoje é sinônimo de descaso. Ou será que os senhores pensam que as mães que colocam os seus filhos em uma escola pública confiam na “excelência” e na “ótima” qualidade de ensino? Não!! Elas os matriculam porque não têm condições de mantê-los em uma escola particular de qualidade.
De acordo com os discursos proferidos por vocês, a escola pública seria o espaço de integração e interação entre os alunos, onde deveriam ser corrigidas as suas desigualdades, beneficiando, é claro, nossas crianças e jovens. Passa pela minha cabeça, então, que se as escolas públicas são, de fato, o lugar para correção das desigualdades, seus filhos deveriam estar estudando em uma delas, interagindo assim com as milhares de crianças que são moradoras das comunidades de baixa renda, filhos, portanto, de grande parte de seus eleitores. Mas, por que isso não acontece? Por que os senhores não demonstram real interesse em reverter a desigualdade?
 

Falar hoje de educação no estado da Bahia é falar também de greves. É totalmente inadmissível que um estado enfrente mais de cem dias de greve de professores por causa da recusa do governo em fazer qualquer negociação com a classe. Não é totalmente incoerente negar os 22% pedidos pelos professores, sendo que no ano de 2011 foi aplicado um reajuste de 61,8% para os deputados estaduais e 29% para o governador, vice e secretários? Por que, no caso dos senhores, não houve dificuldade alguma para adquirirem aumento salarial?
No ano passado, o governo recebeu uma transferência de recursos federais, cerca de R$ 1,66 bilhão, do quais 25% seriam destinados à educação, mas somente 19% foram realmente investidos. Fica uma grande interrogação em relação ao que aconteceu com os 6%: será que não era esse o valor destinado à remuneração dos professores? Para que fins esse dinheiro foi utilizado? Se o “Brasil é um país para todos” por que não melhorá-lo começando pela educação? Nós, adolescentes e estudantes, somos o futuro do Brasil. Por que não cuidar de nós, o futuro? Vamos abrir os olhos, a educação tem que ser para todos.
Peço que olhem pela educação, que invistam, que cuidem, porque, como disse a nossa presidente, essa é a melhor ferramenta para superarmos a pobreza e a miséria, não só na Bahia como em todo o Brasil.
Jéssica Leitão

Moacyr Melhor

Rafael Silva 

 
P.S.: Não obstante a carta ter Jéssica Leitão como remetente, o texto manifesta a opinião dos autores acima.
Fontes:http://www.essaseoutras.com.br/charges-engracadas-de-educacao-ensino-critica-alunos-e-professores/

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Carta aberta ao prefeito de Salvador

Caro Prefeito João Henrique,


Somos estudantes do IFBA e redigimos essa carta para questionar a situação vergonhosa que encontramos na região metropolitana da cidade de Salvador. Poderíamos citar inúmeros problemas que nos afetam, como a falta de investimento na educação que, a cada dia, se torna mais precária; a disparidade econômica entre os bairros da cidade e até mesmo a questão da saúde pública na metrópole. Contudo, como cidadãos preocupados com o futuro da humanidade, viemos destacar um dos temas que mais nos chama atenção e nos envergonha: o metrô de Salvador.

Fonte: Tribuna da Bahia

          Moramos numa cidade que, dentre outros aspectos, foi a primeira capital do Brasil, tendo um importante valor histórico e gerando atualmente o sexto maior PIB do país.  A cidade é conhecida pelo povo feliz e acolhedor e este convive com um grande problema em relação ao transporte público. Como se locomover na terceira cidade mais populosa do país? Como corresponder a essa demanda? O metrô foi uma escolha muito inteligente, nós sabemos. Alternativa para transporte com maior viabilidade tecnológica em relação ao antigo sistema ferroviário, além de reduzir a sobrecarga nos ônibus e os congestionamentos quilométricos. Porém, tudo isso só seria verdade se ele realmente estivesse pronto.
 Por volta de 1996 nós nascemos e acompanhamos, desde 1997, o lento crescimento do projeto do metrô. Em 2000, iniciou-se a construção. Doze anos se passaram e o sonho do soteropolitano se desgastava assim como os trens enviados pelo governo federal se desgastaram, guardados em galpões devido às obras atrasadas. Foi gasto mais dinheiro, mais tempo e não observamos resultados da melhoria que nos foi prometida.
Ademais, faz-se necessário refletir sobre o valor da tarifa do nosso suposto metrô, pois é difícil de entender como pode ele ser o mais caro – com um bilhão de reais já gastos –, o mais lento e o menor de todos os tempos com apenas 6,5 quilômetros (sendo que o projeto inicial é 41 km). Não podemos esquecer, ainda, que a segunda linha do transporte só começou a ser realizada com o pedido da FIFA para suprir a demanda no ano de 2014 devido à Copa do Mundo.
Temos que começar a fazer o benefício priorizando a nossa população e não a que vem de fora, tampouco por pedido de outros. Votamos e elegemos candidatos para que melhorem a nossa situação que não se encontra nada agradável e o senhor teve dois mandatos para fazer tais melhorias. Mas, como disse corretamente Gregório de Matos em seu poema À Bahia, o problema é que “Ninguém vê, ninguém fala, nem impugna. [...] quem o dinheiro nos arranca, nos arranca as mãos, a língua, os olhos”.
Por isso, Senhor Prefeito, viemos através desta carta, abrir seus olhos para enxergar o que a sociedade inteira já cansou de ver. Entendemos que nada é tão fácil o quanto pensamos, mas sabemos que se faz necessário que medidas sejam tomadas, caso contrário, os problemas que enfrentamos em nosso cotidiano só irão se agravar. É fato que a aplicação de melhorias no transporte público não acontecerá em curto prazo e nem tampouco os políticos podem apresentá-las imediatamente, mas como tudo, é preciso dar início a projetos que visem, se não à total extinção, a amenização deste paradigma que perdura desde quando nascemos. Precisamos de um metrô que viabilize novas condições de transporte agora e isso é fato.
Soteropolitanos como somos, nos sentimos no direito de expor o que pensamos em prol da melhora da nossa tão querida e amada cidade, patrimônio histórico que não pode ser submetida a tal descaso.

 Agradecemos a atenção e compreensão.
Caroline Cajado



 Obs.: Os autores estudam no Campus Salvador.
Cassiano Gouveia


Rebeca Bispo




quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Carta aberta aos candidatos à prefeitura de Salvador

Prezados candidatos,

A situação da capital baiana no atual momento está deplorável, em termos sociais. A educação caminha de mal a pior – com constantes greves e rendimento acadêmico estudantil abaixo do esperado -, a segurança é um direito que a população nem sabe se existe e a saúde pública está em uma situação de calamidade.
As promessas dos senhores são diversas e todas dizem respeito às mudanças desse quadro. Entretanto, desconfiamos que os candidatos só queiram, na realidade, os votos e nada mais. Prova disso, é o alto investimento financeiro dos partidos em informes publicitários para angariar votos e obter mais representantes partidários na Câmara.
De acordo com a Constituição Federal, nosso país é tido como um território democrático onde todos são iguais perante a lei. Contudo, a realidade social é um contraste do ideal histórico-social nacionalista, em especial, na capital baiana, Salvador. Andando pelas ruas, podem-se observar as diversas propagandas dos senhores; nos debates televisivos, promessas de mudanças e revoluções radicais na vida cotidiana dos soteropolitanos.
 Acreditamos que, na verdade, quem manda nesse circo que os senhores chamam de política, é a elite. É o ciclo da politicagem – promessas sem ações, se repetindo ao longo do tempo.
Com isso, sugere-se aos candidatos à prefeitura de Salvador deste ano que reflitam e priorizem ações de caráter social. Depois de eleitos – ao invés de somente investirem em propagandas com valores absurdos com o intuito exclusivo de obter votos nas próximas eleições – fujam do círculo vicioso da politicagem.

Obs.: Os autores são estudantes do IFBA, campus Salvador. Turma 2822 (Eletrotécnica).
Filipe
Andressa Santana

Verônica

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Carta aberta ao governador Jaques Wagner

Prezado governador Jaques Wagner,
       Como estudantes, nós devemos lhe informar que o ensino fornecido pelo Estado não é satisfatório. Convém admitir que existem muitos problemas relacionados à educação, dentre eles, podemos destacar: o alto índice de analfabetismo, escolas com os piores desempenhos nacionais no IDEB, e docentes sem a capacitação adequada para lecionar.
      Durante a sua campanha para a reeleição, várias questões foram discutidas no que tange à educação. Em relação ao analfabetismo de adultos e jovens acima dos 15 anos de idade, fora anunciado o TOPA, que – durante o seu mandato – seria responsável pela alfabetização de 460 mil pessoas. Contudo, não é viável focalizar apenas em questões quantitativas se a qualidade do ensino é péssima, do contrário, grande parte dessas pessoas saberia muito mais do que apenas escrever a sua assinatura.
       Além disso, mesmo ultrapassando as metas estabelecidas pelo IDEB, muitas escolas de pequenos municípios alcançaram notas muito baixas. “Maquiar” o problema lançando mão de resultados não resolve a situação. Importa também não esquecer que todos têm o direito de receber uma educação igualitária. Como explicar essa diferença de resultados entre as escolas de localidades diferentes? Certamente, o conteúdo didático não está sendo transmitido de forma correta para os alunos.
       Com isso, chegamos a uma das questões principais no que se refere ao desenvolvimento de uma educação de qualidade: os professores. Muitos estudantes relataram o descontentamento com as aulas que recebiam nos colégios estaduais onde estudavam, e isso porque os docentes não possuíam a formação adequada. Como a sociedade pode esperar que os jovens dominem o conteúdo solicitado em vestibulares de todo o país, se parte dos profissionais não se qualificam?

       Por outro lado, outro problema relacionado a esses educadores é o salário. Os baianos acompanharam, indignados, uma greve que durou 115 dias! Cadê a valorização desses profissionais que são tão importantes para a população? Eles desempenham um trabalho essencial à sociedade e merecem mais oportunidades de qualificação e respeito!! Também, atualmente, a docência pode ser considerada um trabalho de risco, visto que alguns alunos os ameaçam. Essa violência também precisa ser solucionada porque a cada dia aumenta o número de crimes cometidos contra professores por estudantes, ou entre os (as) próprios (as) alunos (as).
       Analisando esse quadro crítico, nos impressiona, ainda, o fato de problemas relacionados à má administração do governo terem sido abordados séculos atrás. O poeta Gregório de Matos teve seu reconhecimento, principalmente, devido às suas sátiras, as quais apontavam “as vergonhas” da Bahia. Dentre elas, destacamos o trecho de uma, que pode explicar o descaso com esse estado:
[...]
Provo a conjetura já,
prontamente como um brinco:
Bahia tem letras cinco
que são B-A-H-I-A:
logo ninguém me dirá
que dous ff chega a ter,
pois nenhum contém sequer,
salvo se em boa verdade
são os ff da cidade
um furtar, outro foder.
          Governador, não se esqueça de que o futuro dos jovens e o crescimento nacional dependem de uma excelente educação. Não é um sacrifício deixar de investir em publicidade – já que seu governo aumentou em 162% os gastos com propaganda, o equivalente a R$ 122 milhões – para aumentar a renda dos professores, investir em projetos que reduzam a violência e possibilitem uma melhor qualificação tanto para os docentes quanto para os estudantes. No caso dos discentes, sabemos que eles serão aceitos com mais facilidade no mercado de trabalho ou, caso queiram, ingressarão nas universidades muito mais preparados, com a certeza de que se tornarão grandes profissionais.
        De qualquer forma, esperamos que o senhor possa resolver esses problemas e muitos outros que foram debatidos durante as suas campanhas como candidato ao governo de Salvador. Dentre outros aspectos, parece paradoxo o fato de que um estado cuja capital será sede da Copa do Mundo de 2014, mantenha a população sem educação, saúde e segurança satisfatórias. 

Gleicielle M. Vilas Bôas.
Lucas Carvalho



Shinichi Coelho Aruga

 Obs.: Os autores são estudantes do IFBA, Campus Salvador. Turma 2822 (Eletrotécnica)

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Carta aberta à presidenta Dilma Rousseff

Salvador, 13 de agosto de 2012

Excelentíssima Senhora Presidenta
Dilma Vana Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil


De antemão, gostaríamos de nos apresentar. Nós nos chamamos Brunna, Gilberto e Richard. Eu e Brunna somos baianos e Richard é paulista. Estudamos no Instituto Federal da Bahia (IFBA-Eletrotécnica) e nos preocupamos com o futuro da política no Brasil.
Gostaríamos de esclarecer que pretendemos criticar a estrutura da política brasileira, abordando o aspecto que achamos mais negativo: a corrupção. A senhora, caso leia esta carta, pode se perguntar: se eles não confiam na política brasileira porque escreveram uma carta para um membro da política? Se a política é muito ruim, porque confiar em algum político?
Importa, ainda, salientar que não queremos de forma alguma ofender a senhora, muito pelo contrário, queremos elogiá-la e muito. Elogiar primeiramente pelo mérito de conseguir se tornar a primeira mulher a assumir a presidência da república. Pesquisando rapidamente sobre o seu passado, vimos o quanto lutou contra a ditadura e o quanto queria expressar a sua visão crítica sobre a situação política e econômica brasileira da época e não pôde.

Dilma Rousseff
Esse desejo de querer dizer o que se pensa e o que sente, nos fez lembrar de um famoso poeta barroco brasileiro, Gregório de Matos. Ambos têm em comum, guardadas todas as proporções, o jeito de revolucionar ao demonstrar sua visão crítica sobre o Brasil. Apontam, cada um ao seu modo, o desejo de ver este país mudar para melhor e não para pior como vem acontecendo.

A política brasileira hoje é vergonhosa, já que cada vez mais políticos são acusados de corrupção. Ver a desigualdade social, por exemplo, é de arrancar lágrimas dos olhos. Passar pelos bairros de cidades como Salvador e se deparar com a realidade brasileira com moradores de rua com crianças no colo, pedindo dinheiro para comprar algo para comer, é de se perguntar, que país é esse?

Tudo em um país começa com a política. Por isso, acreditamos que se existissem mais políticos honestos a situação brasileira seria outra. Se verbas públicas não fossem parar no bolso de corruptos, veríamos um país diferente, mais desenvolvido, enfim, um país onde se possa respirar e sentir o ar mais leve. Confiamos no seu governo, pelo menos até 2014, porque acreditamos que o poder de justiça de uma guerrilheira pode sim mudar o Brasil.

Medidas devem ser tomadas, nem que para isso seja preciso vigiar cada um dos políticos 24 horas por dia. Vamos colocá-los em um reality show para que sejam observados a cada passo dado. Assim, quem sabe, teríamos a certeza de que o nosso dinheiro vai ser investido em saúde, educação, transporte público e não na vida pessoal deles. Acreditamos que depois de tudo que a nossa presidente passou nos tempos de ditadura que o jeito de governar o Brasil será diferente, afinal,  “a esperança é a última que morre”.

Sem dúvida, um país como o Brasil precisa, antes de tudo, de investimento social,  principalmente, investimento educacional. Não podemos esquecer de que hoje é vergonhosa a educação oferecida aos alunos de colégios públicos, com salas desmoronando, professores que não se importam com a aprendizagem dos educandos e muitos outros problemas.

Chegamos à conclusão de que um país que quer crescer deve investir nas crianças, ou melhor, no futuro do Brasil. Investindo desde a educação infantil, formaremos profissionais honestos e trabalhadores competentes.
Confiamos na Presidenta para melhorar a educação brasileira! Confiamos em seu pulso firme para punir os corruptos!!!
Richard Jordan
Brunna Larissa 
Gilberto Amorim

A Carta Aberta

Muitas vezes o gênero textual carta é utilizado com uma função claramente argumentativa. Nesses casos, a carta não costuma ser pessoal, e seu autor dirige-se a um interlocutor específico com o objetivo de defender um determinado ponto de vista. Gêneros como a carta aberta, a carta argumentativa de reclamação e de solicitação estão diretamente relacionados ao direito que cada cidadão tem de se manifestar diante dos problemas que o afligem.

Neste post, trataremos do gênero textual carta aberta, definida por William Roberto Cereja (2005) da seguinte forma:

A carta aberta é um texto persuasivo que denuncia um problema, com o objetivo de conscientizar e mobilizar pessoas e entidades a fim de resolvê-lo. Pode ser lida em reuniões, em rádios ou na TV; pode ser publicada na imprensa escrita; pode também ser impressa ou distribuída diretamente à população. Tem estrutura formada por título, que identifica o destinatário; denúncia e análise do problema, fundamentada por argumentos; conclusão que pode ser uma síntese das ideias desenvolvidas, um conjunto de sugestões ou uma solicitação; assinatura, representada pela identificação das pessoas, grupos ou entidades responsáveis por elas; local e data (facultativos). A linguagem segue a variedade padrão formal e os verbos são usados predominantemente no presente do indicativo. Os autores podem se expressar na 1ª ou na 3ª pessoa do plural.
CEREJA, William Roberto. Texto e interação: uma proposta de produção textual a partir de gêneros e projetos. São Paulo: Atual, 2005. p. 318-321.

P.S.: Nos próximos posts, publicaremos as produções dos (as) alunos (as) das turmas 2821 e 2822 (Eletrotécnica) do IFBA. Orientadora: Profa. Solange Santana.