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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Sobre a felicidade


O que é ser feliz?

Por Daniel Santos

Certa vez, me perguntaram o que é felicidade? Na minha opinião, a felicidade são momentos de bem-estar plenos. Plenos, pois, não existe "meia-felicidade". Ou se está feliz ou não se está. A felicidade não tem hora nem lugar para acontecer. Ela chega de supetão, se apodera e domina o momento. Porém, é uma parábola: chega ao seu ápice, mas após ele, vai declinando até ir embora definitivamente.

Mas, o que me faz feliz? A simplicidade. Sim, ser feliz é ser simples. Não é preciso muito para alcançar a felicidade. Alguns acreditam que ser feliz é possuir o carro do ano, a bolsa que alguma atriz hollywoodiana ou a roupa que aquela personagem da novela das nove está usando. Ser feliz não está ligado a ter muito dinheiro ou bens materiais. Dinheiro é bom, isso não vou negar, mas às vezes traz mais preocupação do que sossego. Felicidade não nos deixa preocupados, mas sossegados. A felicidade está ligada ao imaterial e ao material também.




Para mim, ser feliz é ler um livro, tomar um sorvete, sair com quem eu gosto para os lugares que eu gosto, passar o domingo com a família, assistir a um filme de comédia ou romance, ouvir uma boa música, ser espontâneo, não seguir metodicamente a rotina, fazer aquilo o que as pessoas não têm coragem de fazer, me jogar numa piscina com roupa e tudo, sair pelas ruas correndo numa noite chuvosa; viver um romance que me arranque suspiros, que me traga prazer e tesão, que seja intenso assim como a luz do Sol. A minha lista não acaba por aqui. Ela é grande e tem continuação...

Porém, não vamos gastar nosso tempo enumerando o que nos faz feliz. Vamos partir para a prática, vamos ser feliz. A prática é melhor que o discurso. Então, não vamos perder tempo e ser feliz, meu povo, vamos aproveitar tudo de melhor e de simples que a vida nos oferece. É na simplicidade, ao meu ver, que encontramos a felicidade.


Daniel Santos num momento de felicidade com Mari, Lara e Isabella.



Felicidade

Por Heitor Cerqueira

Onde está a felicidade? Num carro? Numa viagem para outro país? Numa outra pessoa que você ama? Não. Tudo isso são apenas realizações. 

A sociedade faz com que você acredite que essas realizações sejam, de fato, a felicidade. A felicidade está dentro de cada um de nós, adormecida. A felicidade imposta pela sociedade por si só, é uma ilusão. Essa felicidade é ridícula. Devemos ser casados, devemos ser ricos, devemos ter carro bom para sermos felizes. Não é bem assim. A concepção de felicidade varia muito de pessoa para pessoa. Para algumas ter dinheiro basta, para outras apenas ter a pessoa amada ao seu lado é o suficiente. 




A felicidade não é algo material, não se pode comprar. Devemos aprender a buscar a felicidade dentro de nós, nas pequenas coisas que fazemos todos os dias. Comece a olhar para dentro de si e veja o potencial que você tem. Se valorize! Começará então a ser feliz!

Buscamos nossa felicidade em outra pessoa porque,talvez, se não conseguirmos ser felizes teremos alguém para culpar. Vamos nos livrar desses valores sobre a felicidade impostos e ser verdadeiramente felizes.     

Nosso escritor e sua amiga, Daniela Guimarães.
P.S.: Os autores são estudantes do IFBA/Mecânica (campus Salvador)

domingo, 23 de setembro de 2012

Ifba e você- Tecendo um novo futuro

Tem momentos da vida que nunca esquecemos! Dentre eles, sempre vou me lembrar de quando peguei um trem pela 1ª vez. Sabia que teria paradas turbulentas e outras mais calmas, que haveria pessoas que ficarão desde o início, e outras que irão pelo meio do caminho. Durante o percurso, eu estava ciente de que iria aprender a trilhar novos caminhos. Veria novas paisagens! Por isso, eu não sou a mesma depois de embarcar no trem. Essa é a minha trajetória no Instituto Federal da Bahia. Serão 4 anos inesquecíveis que não se constituíram apenas por notas, trabalhos e atividades em grupos, mas sim, por emoções, laços de amizades e lembranças.

O Ifba, tal qual esse trem, me levará para novos rumos na grande estrada da vida. E quem não gostaria de estudar nessa dádiva? Afinal, o Ifba não é uma instituição respeitada apenas pelo seu histórico acadêmico, mas principalmente porque respeita a individualidade do aluno e permite que a aplicação desse conhecimento ocorra em sua diversidade. Como aluna, eu percebi que mesmo sendo uma instituição voltada para o ensino profissionalizante técnico, ela não anula movimentos artísticos e concede uma expansão científica para que o aluno não fique restrito apenas ao que o educador lhe oferece. É por tantas qualidades, que a antiga “Escolas de Aprendizes Artífices” se torna a aspiração de muitos.

Relembramos o passado, analisamos o presente para ter a possibilidade de planejar o futuro. Por isso, esse momento tão importante para instituição, motiva-me a pensar em como manter a qualidade do instituto e melhorá-lo cada vez mais. “Vamos de mãos dadas pois o tempo é presente” e precisamos aproveitar esse tempo para por em prática melhorias no Ifba que tanto almejamos. Por exemplo, existe realmente entre os cursos uma integração? Não seria um paradoxo, afirmar que um aluno de Edificações tem capacidade de elaborar projetos para grandes empresas, se o seu foco não é melhorar as estruturas da instituição que o formou? Ou se uma máquina do laboratório de química quebrar, por que não transformá-la em um exercício para os alunos de mecânica?

Já dizia João Cabral de Melo, “um galo sozinho não tece uma manhã...”. Um aluno sozinho não transforma sua escola, “ele precisará sempre de outros galos”, professores e alunos que estejam dispostos a mudar para construir uma Instituição melhor. Vamos juntos tecer a história do Ifba! Afinal, o que é a história se não a vida dos homens num processo contínuo. Que venha mais 102 anos! Contentar-se com o que temos é muito pouco para mantermos esse legado. É preciso, cada vez mais, que nós como parte dessa família, venhamos a enriquecer essa vasta herança do Antigo ETFBA. 
 

Como no fim de uma viajem de trem tudo tem seu princípio e desfecho, da minha trajetória no Ifba não irei levar apenas boletins, certificado de conclusão e Diplomas, mas sim valores para toda a vida. A Escola que surgiu para formar filhos de "trabalhadores" para o mercado de trabalho, parece agora ter virado o "sonho de consumo" da classe média. Mas ainda assim, e talvez por isso, valeu a pena ter enfrentado uma verdadeira batalha para estar entre o grupo seletivo dos alunos do Instituto Federal da Bahia.
 
Texto de Elizabete de Araujo Souza, em homenagem ao aniversário do IFBA.
Bete é estudante de Química, modalidade integrada, campus Salvador.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Pensamentos ambulantes

Às vezes, é chato ser aquela mesma pessoa,
às vezes, mudar de atitude é necessário,
às vezes, eu quero confrontar o que eu disse,
para depois, querer confrontar o mundo.


Às vezes, gosto de gostar e desgostar,
para sentir o doce e o amargo.
Às vezes, sou personagem,
um ator,
mocinho ou vilão.
 
Sempre digo,
depois nunca afirmo,
não vi,
não escutei,
não falei,
sempre falo o agora,
este agora, que já se passou.

 
Paráfrase da música Metamorfose Ambulante, Raul Seixas, produzida por Ian Francis, estudante do curso de Edificações  (IFBA - campus Salvador).
 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Professora de português

01 - Professora de português não nasce; deriva-se.
02 - Professora de português não cresce; vive gradações.
03 - Professora de português não se movimenta; flexiona-se.
04 - Professora de português não é filha de mãe solteira; resulta de uma derivação imprópria.
05 - Professora de português não tem família; tem parênteses.
06 - Professora de português não envelhece; sofre anacronismo.
07 - Professora de português não vê tv; analisa o enredo de uma novela.
08 - Professora de português não tem dor aguda; tem crônica.
09 - Professora de português não anda; transita.
10 - Professora de português não conversa; produz texto oral.
11 - Professora de português não fala palavrão; profere verbos defectivos.
12 - Professora de português não se corta; faz hiato.
13 - Professora de português não grita; usa vocativos.
14 - Professora de português não dramatiza; declama com emotividade.
15 - Professora de português não se opõe; tem problemas de concordância.
16 - Professora de português não discute; recorre a proposições adversativas.
17 - Professora de português não exagera; usa hipérboles.
18 - Professora de português não compra supérfluos; possui termos acessórios.
19 - Professora de português não fofoca; pratica discurso indireto.
20 - Professora de português não é frágil; é átona.
21 - Professora de português não fala demais; usa pleonasmos.
22 - Professora de português não se apaixona; cria coesão contextual.
23 - Professora de português não tem casos de amor; faz romances.
24 - Professora de português não se casa; conjuga-se.
25 - Professora de português não depende de ninguém; relaciona-se a períodos por subordinação.
26 - Professora de português não tem filhos; gera cognatos.
27 - Professora de português não tem passado; tem pretérito mais-que-perfeito.
28 - Professora de português não rompe um relacionamento; abrevia-o.
29 - Professora de português não foge a regras; vale-se de exceções.
30 - Professora de português não é autoritária; possui voz ativa.
31 - Professora de português não é exigente; adota a norma padrão.
32 - Professora de português não erra; recorre a licença poética.

P.S.: Se alguém souber a autoria, por gentileza, nos informe.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Quando a chuva voltar

Há muito tempo
abandonei meu lar
em busca de algo
que era ilusão.

Deixei um amor...
Aos pedaços
e um pouco do que tinha...
Mortos talvez?

Mas certo
de que voltaria
quando a seca
cedesse lugar à chuva
e o verde dos olhos
de meu amor
estivessem vivos na plantação.

Quando a bela Asa Branca
não precisar fugir
da seca do Sertão.

                                                                                         Daniel de Andrade (1º F - Sesi Piatã) tomou a letra da música Asa Branca como ponto de partida para criar este lindo poema em homenagem ao Rei do Baião - Luiz Gonzaga.

“Luana respeita Mariana”

Em homenagem ao Rei do Baião, Ailana Santana, Bruna Lima, Carol Brasil, Gabriela Freitas e Larissa da Silva (1º F) recriaram “Respeita Januário”. O texto serviu de base para a encenação da equipe!  

“Luana respeita Mariana” 

Exu, terra de Lua Gonzaga. Velha Mariana: a sua mãe, amiga, irmã e professora. Aquela vida era tão boazinha e Lua não sabia. Acompanhava sua mãe no forró de pé de serra. Dançava, cantava e tocava.
Certo dia ganhou um violão, começou a ser independente e a tocar sozinha. O resultado das apresentações trazia inteirinho para casa, seu pai colocava no bolso e só lhe dava os pouquinhos.
Com o tempo aprendeu a se embelezar e também a namorar, queria mesmo era casar. Pois lá no sertão é assim... arranjou namorado, casa logo para não acabar ficando sozinha. Mas a mãe do homem era brava, não gostava mesmo de Lua, e dizia que:
– Meu filho não pode se casar com uma pessoa que se presta a tocar viola com outros homens! Não mesmo!
Mas o amor de Lua era tanto por Jeremias que um belo dia surgiu com uma novidade:
– Pai! Estou grávida!
Seu pai ficou zangado. Pegou a menina pelos braços, jogou-a na cama, trancou-a no quarto e guardou a chave.
– Sua sem-vergonha! Vou te bater! Se tu não casar vai para o olho da rua!
– Faz isso não, pai! Faz isso não, painho!
Quem podia lhe socorrer? Só a sua mãe, afinal, nunca tinha lhe batido.
– Me acuda, mãe! Vem me acudi, mãezinha!
– Que acudi que nada sujeita! Garota sem-vergonha!
– Sorta Lua, Mariana!
– Sorta que nada! Vou matar essa menina! Minha família nunca foi tão desrespeitada.
– Sorta Lua, Mariana.
O seu painho lhe soltou, a sua mazinha também. Mas a tristeza não a deixou aquela noite. E no dia seguinte, veio com uma conversa mansa:
– Oh mainha! O homem lá do bar me chamou para tocar um samba. Eu vou?
– Vá! Mas traga o dinheiro!
Deu no pé, fugiu, e foi para Fortaleza, Ceará. Viveu da música, da arte, conheceu um carinha bacana que lhe ajudou a cuidar do seu filho, Mariano. Deu esse nome em homenagem a sua mãe.
Juntou dinheiro e foi realizar o seu sonho, ir para a cidade maravilhosa, Rio de Janeiro. Começou a tentar a vida, tocando pelos bares como todo nordestino... Acreditou tanto na sua capacidade que foi chamada por uma gravadora, começando também a agradar e a vender bastante disco.
Mas com o tempo bateu a saudade da sua Mariana. Quem diria? Lua agora era artista.
– Vou ver mainha!16 anos sem ver aquela danada! Só quero fazer um desafio a ela, quero ver se sou reconhecida.
Assim, voltou para o sertão, chegou de madrugada na sua casa antiga, frente a frente com ela. Viu umas coisas, espiou outras, tudo como antes.
– E agora? Oh de casa! Oh de casa!
– Ninguém. Aí se lembrou sabe de quê?
– Louvado seja Jesus Cristo!
– Para sempre seja louvado!
– Dona Mariana?
– Sim, senhora.
– Estou vindo do Rio de Janeiro, Mariana. Trago um recado da filha da senhora. Traga um copo d’água, que eu estou morrendo de sede.
Lua ficou espiando pelo furinho da janela, viu a velha acendendo o candinheiro que clareou tudo. Lá vem ela na sua direção, chegou à janela que a filha estava, abriu-a, colocou o candinheiro na cara dela e perguntou:
– Quem é a senhora?
– Lua, sua filha!
– Oxente! Isso é hora de você chegar sua “corna”! Cambada, “Lua chegou”!
Foi uma felicidade que só. Ninguém dormiu mais naquela noite. Todos estavam surpresos. Até de manhã a casa cheia.
– Canta Lua! Canta para nós ver!
Pegou a viola e fez a festa.
“Lua respeita Mariana
Lua respeita Mariana
Tu podes ser famosa, mas tua mãe é mais tinhosa.
E com ela ninguém vai, Lua.
Respeite os seus pais
Respeite os seus pais.”

Essa que é a história!


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Luiz Gonzaga, o nordestino


Um cantor bem conhecido
que desde menino
já traçava seu destino.

Encantava a todo povo
com suas músicas sobre a vida no Nordeste.
Sua música é tão boa
Que agrada a todo cabra da peste

Cantando e encantando a todos desde menino
Esse arretado
é Luiz Gonzaga, o nordestino.

De: Jôtanas Almeida e Rebeca Oliveira.
1º ano G (Sesi Piatã).

Gonzagão, o Rei do Baião (Cordel)


Nasci em Araripe
Na zona do Exu,
Lá na fazenda caiçara.
Quis descobrir o mundo,
Andando pelo sertão,
Deixei Pernambuco.

Viajei para Crato,
Depois Juiz de Fora,
Conheci esses lugares,
Antes de ir embora,   
Pegando o caminhão
Para a cidade Maravilhosa.

Lá no Rio de Janeiro
Eu estava decidido,
Não teria mais medo
De seguir o meu destino
Minha música ia marcar
O meu primeiro disco.

Continuo andando
Procurando o meu lugar
Mas, já estou cantando.
E disso não vou deixar,
Já estou viajando,
Procurando o meu lugar.

Encantei o país
Com minhas belas  canções.
Representei o Nordeste
Em minhas composições.
Com a sanfona na mão,
Hoje sou o Rei do Baião.

Mar e terra
Possuem a alegria,
De um viajante que
Encanta noite e dia.

 Essa é uma eterna homenagem ao nosso Gonzagão,
O eterno Rei do Baião.

Centenário de Luiz Gonzaga
Confecção: Adrielle Cristina, Danúbia Barbosa e Roberto Augusto.
Versos: Jôtanas Almeida e Rebeca Oliveira.
Desenhos: Carlos Gabriel.     
1º ano G (Sesi Piatã).