segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Carta aberta à presidenta Dilma Rousseff

Salvador, 13 de agosto de 2012

Excelentíssima Senhora Presidenta
Dilma Vana Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil


De antemão, gostaríamos de nos apresentar. Nós nos chamamos Brunna, Gilberto e Richard. Eu e Brunna somos baianos e Richard é paulista. Estudamos no Instituto Federal da Bahia (IFBA-Eletrotécnica) e nos preocupamos com o futuro da política no Brasil.
Gostaríamos de esclarecer que pretendemos criticar a estrutura da política brasileira, abordando o aspecto que achamos mais negativo: a corrupção. A senhora, caso leia esta carta, pode se perguntar: se eles não confiam na política brasileira porque escreveram uma carta para um membro da política? Se a política é muito ruim, porque confiar em algum político?
Importa, ainda, salientar que não queremos de forma alguma ofender a senhora, muito pelo contrário, queremos elogiá-la e muito. Elogiar primeiramente pelo mérito de conseguir se tornar a primeira mulher a assumir a presidência da república. Pesquisando rapidamente sobre o seu passado, vimos o quanto lutou contra a ditadura e o quanto queria expressar a sua visão crítica sobre a situação política e econômica brasileira da época e não pôde.

Dilma Rousseff
Esse desejo de querer dizer o que se pensa e o que sente, nos fez lembrar de um famoso poeta barroco brasileiro, Gregório de Matos. Ambos têm em comum, guardadas todas as proporções, o jeito de revolucionar ao demonstrar sua visão crítica sobre o Brasil. Apontam, cada um ao seu modo, o desejo de ver este país mudar para melhor e não para pior como vem acontecendo.

A política brasileira hoje é vergonhosa, já que cada vez mais políticos são acusados de corrupção. Ver a desigualdade social, por exemplo, é de arrancar lágrimas dos olhos. Passar pelos bairros de cidades como Salvador e se deparar com a realidade brasileira com moradores de rua com crianças no colo, pedindo dinheiro para comprar algo para comer, é de se perguntar, que país é esse?

Tudo em um país começa com a política. Por isso, acreditamos que se existissem mais políticos honestos a situação brasileira seria outra. Se verbas públicas não fossem parar no bolso de corruptos, veríamos um país diferente, mais desenvolvido, enfim, um país onde se possa respirar e sentir o ar mais leve. Confiamos no seu governo, pelo menos até 2014, porque acreditamos que o poder de justiça de uma guerrilheira pode sim mudar o Brasil.

Medidas devem ser tomadas, nem que para isso seja preciso vigiar cada um dos políticos 24 horas por dia. Vamos colocá-los em um reality show para que sejam observados a cada passo dado. Assim, quem sabe, teríamos a certeza de que o nosso dinheiro vai ser investido em saúde, educação, transporte público e não na vida pessoal deles. Acreditamos que depois de tudo que a nossa presidente passou nos tempos de ditadura que o jeito de governar o Brasil será diferente, afinal,  “a esperança é a última que morre”.

Sem dúvida, um país como o Brasil precisa, antes de tudo, de investimento social,  principalmente, investimento educacional. Não podemos esquecer de que hoje é vergonhosa a educação oferecida aos alunos de colégios públicos, com salas desmoronando, professores que não se importam com a aprendizagem dos educandos e muitos outros problemas.

Chegamos à conclusão de que um país que quer crescer deve investir nas crianças, ou melhor, no futuro do Brasil. Investindo desde a educação infantil, formaremos profissionais honestos e trabalhadores competentes.
Confiamos na Presidenta para melhorar a educação brasileira! Confiamos em seu pulso firme para punir os corruptos!!!
Richard Jordan
Brunna Larissa 
Gilberto Amorim

A Carta Aberta

Muitas vezes o gênero textual carta é utilizado com uma função claramente argumentativa. Nesses casos, a carta não costuma ser pessoal, e seu autor dirige-se a um interlocutor específico com o objetivo de defender um determinado ponto de vista. Gêneros como a carta aberta, a carta argumentativa de reclamação e de solicitação estão diretamente relacionados ao direito que cada cidadão tem de se manifestar diante dos problemas que o afligem.

Neste post, trataremos do gênero textual carta aberta, definida por William Roberto Cereja (2005) da seguinte forma:

A carta aberta é um texto persuasivo que denuncia um problema, com o objetivo de conscientizar e mobilizar pessoas e entidades a fim de resolvê-lo. Pode ser lida em reuniões, em rádios ou na TV; pode ser publicada na imprensa escrita; pode também ser impressa ou distribuída diretamente à população. Tem estrutura formada por título, que identifica o destinatário; denúncia e análise do problema, fundamentada por argumentos; conclusão que pode ser uma síntese das ideias desenvolvidas, um conjunto de sugestões ou uma solicitação; assinatura, representada pela identificação das pessoas, grupos ou entidades responsáveis por elas; local e data (facultativos). A linguagem segue a variedade padrão formal e os verbos são usados predominantemente no presente do indicativo. Os autores podem se expressar na 1ª ou na 3ª pessoa do plural.
CEREJA, William Roberto. Texto e interação: uma proposta de produção textual a partir de gêneros e projetos. São Paulo: Atual, 2005. p. 318-321.

P.S.: Nos próximos posts, publicaremos as produções dos (as) alunos (as) das turmas 2821 e 2822 (Eletrotécnica) do IFBA. Orientadora: Profa. Solange Santana.

Jorge Amado - De lá pra cá



Neste De Lá Pra Cá, a vida e a obra de Jorge Amado, o escritor que mais contribuiu para divulgar o Brasil e a gente brasileira.
     Jorge Amado é um dos maiores e mais famosos escritores brasileiros de todos os tempos. Ao longo de setenta anos de carreira literária, escreveu mais de cinquenta livros: romances, contos, novelas, crônicas, biografias, poesia e crítica. É o autor brasileiro mais publicado em todo o mundo: foi editado em cinquenta e dois países e traduzido para quarenta e nove línguas diferentes. Entre os nossos escritores, Jorge Amado é também o mais adaptado para a televisão e para o cinema, inclusive produções no exterior.
    O sucesso, os recordes de vendas e o reconhecimento do grande público também lhe renderam críticas. Muitas vezes seu trabalho foi esnobado por alguns intelectuais, que o acusaram de produzir uma literatura estereotipada, prejudicial à imagem do Brasil no exterior. Mas nada disso impediu Jorge Amado de receber honrarias e prêmios importantes, além de duas indicações para o Nobel de Literatura.
    Participam deste programa o cineasta Bruno Barreto, o embaixador Alberto da Costa e Silva e a diretora da Fundação Casa de Jorge Amado, Myriam Fraga.
   O programa, apresentado por Ancelmo Gois e Vera Barroso, vai ao ar, todo domingo às 18h, na TV BRASIL. Reprises nas sextas-feiras, às 20h30.

Para mais edições, acesse: http://tvbrasil.org.br/delapraca/

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

O que cai no ENEM

O grupo Universia divulgou, em sua página no facebook, os tópicos mais cobrados no Exame Nacional do Ensino Médio desde sua primeira edição em 1998. A lista foi organizada de acordo com as disciplinas que compõem o Exame.


Bom estudo!!!




quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Gêneros e tipologias textuais

Antes de abordar este tópico em sala de aula, faz-se necessário entender que "todos os gêneros textuais têm uma forma e uma função, bem como um estilo e um conteúdo, mas sua determinação se dá basicamente pela função e não pela forma” (Marcuschi, 2008, p. 150).

Assim, ficará mais fácil entender que os gêneros textuais são entidades:

a) dinâmicas; 
b) históricas;
c) sociais;
d) situadas;
e) comunicativas;
f) orientadas para fins específicos;
g) ligadas a determinadas comunidades discursivas;
h) ligadas a domínios discursivos;
i) recorrentes;
j) estabilizadas em formatos mais ou menos claros (Marcuschi, 2008, p. 159).


 As tipologias textuais ou tipos textuais são composições linguísticas em que predominam certas estruturas sintáticas, tempos e modos verbais, classes gramaticais etc., de acordo com a função e a intencionalidade do gênero textual. Se os gêneros textuais são inúmeros, as tipologias existem em número limitado. 
Observem as marcas que caracterizam cada tipologia textual e alguns gêneros em que poderemos identificá-las.

TIPOLOGIAS
GÊNEROS
1) NARRATIVA
Liga-se à percepção no tempo;
• Realiza-se por meio de verbos de mudança no pretérito perfeito e imperfeito e por expressões adverbiais de tempo e de lugar.
•ocorre quando uma história é narrada, incluindo-se, assim, tempo, espaço, personagens etc.
Ex.: “Os passageiros aterrissaram em NY no meio da noite”.
Conto de fadas
Fábula/Biografia romanceada
Romances/Conto
Crônicas: literária/social/esportiva
Charge /Piada
Notícia/Reportagem
Casos contados em rodas de amigos etc.
2) DESCRITIVA
• Liga-se à nossa percepção de espaço;
• Permite ao leitor construir um retrato mental;
•Possui uma estrutura simples com um verbo estático no presente do indicativo ou no pretérito perfeito do indicativo;
•adjetivos, advérbios de lugar e de modo.
• caracteriza uma pessoa, uma paisagem, um ambiente, um objeto.
Ex.: “Sobre a mesa havia milhares de vidros”.
Conto de fadas
Poema (descritivo) /Fábula
Biografia romanceada
Romances/Conto
Crônicas: literária/social/esportiva
Notícia/Reportagem
Casos contados em rodas de amigos etc.
3) ARGUMENTATIVA
Liga-se ao ato de julgar e à tomada de posição.
Realiza-se por meio de conectores lógicos;
Predominam as sequências contrastivas explícitas.
Além de muitas outras relações, expõem-se  ideias  para convencer o leitor/ouvinte de certos  posicionamentos:
Ex.: “A obsessão com a durabilidade nas Artes não é permanente”.
Artigos de opinião
Carta de Leitor
Carta de reclamação
Carta de solicitação
Debate regrado
Discurso de defesa (Advocacia)
Discurso de acusação (Advocacia)
Resenha crítica
Editorial
Ensaio
4) EXPOSITIVA
• É caracterizada pela intenção de facilitar a compreensão do leitor/ouvinte através de informações que normalmente são feitas por meio de afirmações e logicidade na ordenação de conceitos, entre outros aspectos;
• Materializa-se por meio de conectores lógicos;
• Predominam as sequências explicitamente explicativas.
Ex.: “O cérebro tem 10 milhões de neurônios”.

Texto expositivo (em livro didático)
Seminário
Conferência
Comunicação oral
Palestra
Entrevista de especialista
Pode ocorrer em trechos de:
artigos científicos, notícias jornalísticas, verbetes de enciclopédias;
Também em trechos informativos de outros gêneros, como romances, relatórios e cartas.

5) INJUNTIVA
• Liga-se à previsão de comportamento por meio de enunciados incitadores à ação.
• Se concretiza por meio de verbos no imperativo ou de perguntas e de expressões congeladas de cumprimento.
• direta ou indiretamente, se instrui ou se orienta o leitor/ouvinte, visto como aquele que pode tomar uma decisão ou realizar algo.
Ex.: “Pare!”, “Seja razoável!”, “Compre já”.
Anúncios e peças publicitárias
Receitas de culinária /Instruções de uso
Instruções de montagem / Regras de utilização
Leis
Receitas de culinária / Guias
Regras de trânsito / Obrigações a cumprir Normas de conduta


Outro ponto importante que não devemos esquecer, quando o assunto é gênero do discurso, é o papel do suporte na definição do gênero. De acordo com Marcuschi (2008), o suporte é um "locus físico ou virtual com formato específico que serve de base ou ambiente de fixação do gênero materializado como texto". Assim, os suportes, além de ampararem a mensagem, auxiliam na delimitação e apresentação de um gênero do discurso.
SUPORTES CONVENCIONAIS
Convencionais -> típicos ou característicos, produzidos para esta finalidade.
(1) Livro
(2) Jornal (diário)
(3) Revista (semanal / mensal)
(4) Revista científica (boletins e anais)
(5) Rádio
(6) Televisão
(7) Telefone
(8) Quadro de avisos
(9) Outdoor
SUPORTES INCIDENTAIS

Podem trazer textos, mas não são destinados a esse fim de modo sistemático nem na atividade comunicativa regular.
(1) Embalagem - rótulo, receita, bula de remédio;
(2) Para-choques e para-lamas de caminhão;
(3) Roupas;
(4) Corpo humano - tatuagens ou de slogans para protestos em situações especiais;
(5) Paredes - um quadro de avisos que é o suporte de gêneros;
(6) Muros etc.

                                                                  Suporte incidental

 Suporte convencional 
MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Projeto volta a homenagear Nelson Rodrigues nesta sexta-feira na Bahia

Adaptação de peça será apresentada no Palacete das Artes, em Salvador. Leitura começa às 20h e a entrada é gratuita.


O Palacete das Artes, no bairro da Graça, em Salvador, recebe às 20h de sexta-feira (27) a livre adaptação da peça "Anjo Negro". A leitura é parte do projeto "Leituras Musicadas: Edição Nelson Rodrigues" e sua apresentação é gratuita. Os atores Daniel Becker e Diogo Lopes fazem parte do elenco.
Nove textos teatrais de Nelson Rodrigues, além dos livros "Memórias", "A Menina sem Estrela" e "Não se Pode Amar e Ser Feliz ao Mesmo Tempo/O Consultório Sentimental", foram selecionados para fazer parte do projeto, que homenageia o centenário de nascimento do dramaturgo. As apresentações são realizadas de abril a dezembro deste ano, sendo que a primeira delas foi realizada no dia 27 de abril, com a adaptação da peça "Álbum de Família", e em 25 de maio, com o texto de "Vestido de Noiva".

Serviço:
Onde: Palacete das Artes - Museu Rodin, Rua da Graça, 289 - Graça
Quando: 27 de julho de 2012, às 20h
Quanto: Entrada franca
Contato: (71) 3117-6987